A beira do precipício. Então chegara ali: como tantas outras vezes. Nunca jogou, e não entendia porque. Porque não? Que é preciso?

A dúvida reinava: “Para lis alva”.

Instante suspenso. A dúvida. Anos ali, e um dia, o vento: jogar-se não é possível.

Andar pra trás, três, dez passos – sem – abrir o espaço, então, recorrer, saltar. Voltar. Ser.

Voltar. Saltar.

Tão longe, buscar o alto.

Atravessar.

Admitir a rota. Natural, fatal.



*Imagem: Perfomance ‘Estudo para Estratégia’ de Bárbara Malavoglia, foto Vitor Barão.