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Fragmentos

sobre o que se escreve de uma psicanálise

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O leitor que, diante deste livro de Luciana Salum, parar para ler e escutar aquilo que a autora escreve de sua psicanálise correrá o grande risco de ser atravessado pelo espanto e perplexidade. Mais do que uma obra sobre as articulações entre clínica psicanalítica e crítica literária, tendo as noções de sujeito, escritura e autoria como elementos articuladores, Luciana constrói um experimento marcado por extrema liberdade, invenção e coragem. Parafraseando a máxima de Michel de Montaigne, ela não pinta o ser, pinta a passagem: passagem entre psicanálise e literatura, vida e obra, escrita e escritura, experiência e transmissão, eu e outro – que a autora, referindo-se a si própria, funde no neologismo “eutr​a​”. Por isso, seu movimento com as palavras é como uma dança, espécie de pas de deux em que seu par se faz presente, entre passos e passagens, pela ausência que evoca, pela ausência que performa. Em um mundo saturado de “eus” hipertrofiados, o texto de Luciana, por meio da poética do fragmento, vem fazer companhia àquela radical afirmação beckettiana de que “eu nos faltará sempre”. Pois só quem comparece ao próprio desencontro pode escrever, com graça e leveza, de sua psicanálise.


Ilana Feldman


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Descrição
Sumário Luciana escreve de sua análise, 11 Contardo Calligaris Parte I Autoria SOBRE A DUPLICIDADE, 23 A MORTA, 24 SOBRE NOMES, 25 “Encontrei-me diante desse silêncio inarticulado”, 27 São seus olhos, 28 “Tarefa curiosa essa de ter que falar de si.”, 29 “Para Luciana. Alegre e viva na angústia.”, 30 “O medo de não encontrar as palavras convenientes lhe colava os lábios”, 32 “A paz das ‘belas adormecidas’”, 33 “É ainda uma outra novela, talvez a mesma”, 34 “Sua existência aos olhos de Alan era sua única existência verdadeira”, 35 F E M I N I L I D A D E, 36 “Desde que nomeio, sou nomeado: fico preso na rivalidade dos nomes.”, 37 “A vida é diferente do que se escreve.”, 38 Estou velha, 39 Pas de deux, 40 “O sol brilhava, sem alternativa, sobre o nada de novo”, 41 VIDAMORTE, 42 VAMOS VOLTAR A FALAR DE MORTE?, 43 FALTA(RÁ) O TÍTULO, 44 Parte II Escrita EU NÃO SEI ESCREVER, 47 “A infância é coisa, coisa?”, 48 ESCRIÇÕES, 49 O carinho pela sala de espera, 50 “Eu era como eles, antes de ser como eu” (ou “o instante de ver”), 51 A SALA AO LADO (ou “o tempo para compreender”), 52 “Isso me ajuda, já que a mim também devo atribuir um começo” (ou, “o momento de concluir”), 53 “Isto é uma aventura sentimental”, 55 CINCO PARA O MEIO-DIA, 56 Uma voz vinda de outro lugar, 57 “Mas o amor nos torna inventivos”, 58 “Por que teria um sexo, eu que não tenho mais nariz”, 59 “A escrita é precisamente esse compromisso entre uma liberdade e uma lembrança.”, 60 “O sentido do passado nasce de objetos-já”, 61 NÃO SÃO MAIS CINCO-PARA-O-MESMO-DIA, 62 CIÚMES, 63 “O que é que salva você?”, 64 ADEUS ADEUSES, 65 NÃO SEI SE ACONTECEU OU NÃO ACONTECEU, MAS FOI PRECISAMENTE CINCO-PARA-O-MEIO-DIA, 66 Terça-feira ou “Pela primeira vez senti o envelhecimento como uma sabotagem”, 67 A VIDA (É) DO OUTRO, 69 “We accept her, one of us”, 70 Para saber o que isso significa, não procure o que isso significa., 71 “Did I ever leave you?” “You let me go”, 72 Conclusão PORQUE NEM TUDO É AZUL E DOCE, 77 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, 78 SOBRE A AUTORA, 79 Sumário Caso Clínico e Caso Literário, 11 Christian Ingo Lenz Dunker NOTA AO LEITOR 1. O PRELIMINAR DE UM PERCURSO, 21 2. “É de mim agora que devo falar, que seja com a linguagem deles, será um começo, um passo rumo ao silêncio, rumo ao fim da loucura...”, 22 INTRODUÇÃO 1. A ESCOLHER PALAVRAS, 27 2. A ESCRITA DA ESCRITURA, 29 Parte I AUTORIA 1. AUTOBIOGRAFIA, 35 2. ENTRE OUTROS ESCRITORES, 40 2.1. “O livro de caracteres figurados, não traçados por nós, é o nosso único livro.”, 41 2.2. “Não meu, não meu é quando escrevo.”, 43 3. SOBRE A DUPLICIDADE, 44 4. O estilo “é a ‘coisa’ do escritor, seu esplendor e sua prisão, é a sua solidão.”, 47 5. “Nada tenho a dizer a você, senão que este nada é a você que o digo.”, 50 Parte II ESCRITA 1. “Nil Sapientiae odiosius acumine nimio.”, 57 2. UM BREVE PASSEIO ENTRE LINGUÍSTICA E PSICANÁLISE, 61 3. LACAN ENCONTRA BARTHES, 66 4. UM JANTAR (À LUZ DE VELAS) COM ROLAND BARTHES, 68 5. “Declaro: de agora em diante, toda linguagem analítica deve ser poética.”, 71 CONCLUSÃO 1. “O que eu quis dizer, não podia dizê-lo melhor do que escrevendo.”, 77 POST-SCRIPTUM, 79 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, 80 SOBRE A AUTORA, 83
Ficha Técnica
Título Fragmentos
Subtítulo sobre o que se escreve de uma psicanálise
Autor Luciana K. P. Salum
Ilustrações Não
Tradução Não
Número da Edição 1
Descrição da Edição Português
ISBN 9788573215076
Número de Páginas 164
Largura 13.5
Altura 22.5
Lombada 1
Peso 0.263
Autor

AUTORES

Luciana K. P. Salum

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